Derrete sem pena. Desdenha. Desdobra.
Soletra como se houvessem poucas palavras
Faz luz
Faz sol
E ele precisando só de uma gota de amor.
sábado, 8 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Vazio
Talvez a tentativa de preenchê-lo tenha o deixado mais vazio.
Tentativas frustradas, vãs.
Inacabadas.
Talvez permutadas.
Ando necessitando de todas as palavras que me enchem.
Curar um vazio custa, custa tempo, saliva e gestos.
Entenda como quiser, palavras me saciam, degustá-las é um prazer.
Estou farta de estar vazia.
Procuro-me no escuro e não me curo.
Seria de tamanha satisfação um ponto luminoso para ver o que me rodeia.
Nada.
Nada de susto.
Ainda é preciso preenchê-lo
Só novos pedaços me completam.
Os pedaços que levaram, distantes estão.
É irrelevante ir buscá-los, mofados.
Sem o tê-los
Incompleta, encoberta, desencontrada
A procura termina
Nada
Susto.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Dormência.
Acho mesmo que passamos a entender mais depois de uma súbita dor. Amadurecemos. Cada um do seu modo, uns tornam-se frígidos, outros simplesmente perpassam, apagam-se, apagam-na. A dor pode ser boa? Apesar de doer, ela mata ou frutifica algo? A dor é tão complexa quanto o amor. E a dor de amor, dói mesmo? Ela planta ou simplesmente mata? Mas não é em mérito de amor que quero tratar agora, atentem apenas para a complexidade de sentir a dor. A dor de um corte, a dor de uma perda, tornam-se os mesmo machucados? E esses por si mesmos, doem? E se a dor vier, o que poderemos fazer se não senti-la? Até que se aplique a morfina estamos sujeitos. Quando não sente-se, dói? Acho mesmo é que não existe batalha que possa ser traçada, não existem intenções ou fatos. A dor vem e bate, como um susto. Para cura-la, precisa senti-la.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Próximo passo
Tentar conter seria um corte de imensa dor. Mas se faz necessário, ou o afastamento será o destino correto. Minha mente passa a dividir-se em estar ou permanecer. Tão difícil quanto entender é decidir qual o próximo passo, e eu não gosto de decisões precisas, ajustadas, o próximo passo esta para o próximo movimento e desvendá-lo é como descobrir o final da história, sem graça, sem animo e sem caminho.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Simples
Estar em boa companhia, talvez seja isso que me leve, ou que me traga, talvez! Mas precisamente o que me finca, além de grossas raízes, são coisas simples, viagens de pé no chão, ou mesmo o ‘’perambular’’ mental e consciente, o rir de si, e de nada, a semana chorosa, a conversa muda, olhar firme, o falar baixo ou o tentar, o ver, o trocar de sons em olhares, o entendimento e consentimento na mão, no sorriso, em viver, em nunca estagnar, no tornar-se firme, do lado ou em qualquer lugar, a delicadeza inexistente, e por não existir, surge! Conter mistério, que envolve cada abraço dissipador de dores. O presente em estar presente. Caberia em qualquer dia, de sol com chuva, de seca ou encharcado de nós, estes estariam repletos de luz.
Topar tudo, flutuar sobre as pedras, pular em buracos que mostram o medo e ofuscam o mágico, o descobrir coisas novas, o viver eterno. Um dia feliz, não é nada raro.
Topar tudo, flutuar sobre as pedras, pular em buracos que mostram o medo e ofuscam o mágico, o descobrir coisas novas, o viver eterno. Um dia feliz, não é nada raro.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Temer
É preciso arriscar e perder o medo de falar. Falar sim, sem gaguejar, sem a trava na língua, sem a falta de saliva que pede um último gole só para interromper o dito. É preciso mais do que botar pra fora, depositar em um alguém, que saiba o quanto é ruim comer doce e engolir o amar - amargo. Entretanto, poupando-me de falácias tradicionais e usando um pouco da arte interpretativa, ninguém desconfiaria deste amargo gosto e de uma espera incansável por um imaginário tão real. Necessito mesmo perder este medo que me trava, impede, corta-me, mas nocivamente protege-me. Preciso aprender que só se aprende sendo livre, mas como posso se não me deixo? Sou companhia para mim mesma, sou de todo coração a minha própria esperança, minha força de vontade obscura, o meu, sou eu, só a mim, pra mim, temo ser egocêntrica. Ah se fosse verdade que o tempo leva e cura tudo... Ainda guardo em mim coisas tão passadas, tão pesadas. Temo que este "ainda" perdure, perpetue. Temo tanta coisa, que coisa? Olha, já temo em não saber, o quê? O que pode ser? Temo não ser respondida, co, entende? Como antes, como sempre, como antes sempre foi, se foi? Não vá! Se foi como sempre. Temo que o sempre, sempre seja usado dentro de frases erradas como antes. Temo tudo que não contenha nada, temo vazio, temo por temer tanto, temo porque tenho que um dia parar de temer e me lançar sem proteção, em um vão, com farpas e espinhos. Temo porque temos pouco tempo para não temer mais nada, temo que o temor não me deixe amar sem o amargo, temo por temer e me prender sem aprender a ser livremente doce, tremo por temer ser e me doer, um pouco mais.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Hipérbole do amor - o verdadeiro!
O que vai nem sempre volta, como fatos simples e até imperceptíveis de flores quando deixam mesmo sem querer cair pequenas partes de seu corpo perfeitamente esdrúxulo.
Como uma paródia cantada tão somente aos mal amados, que foram e por qualquer motivo voltam, sempre voltam, contudo invisível é a dádiva existente a eles, amam e sempre voltam, voltam e sempre amam e nunca deixam seu orgulho gritar perante a mesma e repetida volta.
Como qualquer outra peça que cai, quebra e não mais se encaixa apesar de ser aceita não está na mesma forma, talvez a queda, talvez o tempo, muitos fatores para não mais ser a mesma. O amor aceita a mudança o tempo desfaz a esperança e dessa maneira percorrem o planeta e giram e reviram em busca deste mesmo tal amor, forçam, por muitas vezes até quebram, deixam pedaços nunca sentidos pelo caminho, os pés já antes descalços estão agora em carne viva, mais não é busca disto que correm, em busca de vida? De carne viva?
Estes são os mais felizes do mundo ao se tornarem um pouco mais sábios com as conseqüências mais tristes, estes sabem viver, sabem o que é vida, estes também são os que mais sofrem, os que mais amam, os que mais giram, os que mais procuram, os que mais renovam, os que mais ganham também, nestes não existe orgulho, existe amor - o verdadeiro! Dentro deles existe algo pouco visto, mal aceito e que enlouquece e alucina a vida pacata dos muitos que por mais que critiquem queriam mesmo ser um mal amado para poder correr atrás da sua felicidade e sem rancor e renovar o que na verdade nunca ficou velho o amor - o verdadeiro.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Ciclo
Vida, '' vasto mundo'' - tudo!
Tempo
Tudo vira nada
Dor, rancor, ódio
Destroem/corrompem
Petrifica/paralisa - desfaz-se
E outra vez enche, enaltece, novamente transforma-se em tudo - Ilusão disfarçada.
Pé atrás - tudo já foi nada lembra?
Como previsto... Parte-se repetidamente
Vida não há mais, acabou-se a esperança, sentimentos bons não existem, ninguém existe - não mais.
Dor, rancor e ódio são lembranças recicladas
Ilusão já existia, o nada se mascarava de tudo.
Corrompida já está
Petrificada novamente
As mascaras novamente
O coração novamente
Sem ação novamente
Sem fala novamente
Surda novamente
Cega novamente
Desfeito novamente
Levantar novamente
''Tudo'' serviu novamente
Surgiu nova mente.
Tempo
Tudo vira nada
Dor, rancor, ódio
Destroem/corrompem
Petrifica/paralisa - desfaz-se
E outra vez enche, enaltece, novamente transforma-se em tudo - Ilusão disfarçada.
Pé atrás - tudo já foi nada lembra?
Como previsto... Parte-se repetidamente
Vida não há mais, acabou-se a esperança, sentimentos bons não existem, ninguém existe - não mais.
Dor, rancor e ódio são lembranças recicladas
Ilusão já existia, o nada se mascarava de tudo.
Corrompida já está
Petrificada novamente
As mascaras novamente
O coração novamente
Sem ação novamente
Sem fala novamente
Surda novamente
Cega novamente
Desfeito novamente
Levantar novamente
''Tudo'' serviu novamente
Surgiu nova mente.
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